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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Um pouco de História...

Para quem está conhecendo meu Blog de culinária agora, vou fazer um resuminho aqui da minha trajetória na culinária.... prá quem já conhece sorry.... mas nem sempre quem entra num blog pela primeira vez vai lá no comecinho... ver o que já foi postado.... então de vez em quando é bom contar, relembrar e informar....

Primeiro criei este blog com intenção de compartilhar minha experiência na culinária, minhas receitas, receitas da minha família, muitas receitas da cozinha alemã, muita coisa gostosa e minha vivência como apresentadora de TV e claro, as receitas que apresentei. Ou seja, é um blog que fala da culinária em todos os sentidos. Não apenas receitas.

A maior influência da minha experiência em culinária, foi sem dúvida alguma, minha Oma, avó em alemão. Ela cozinhava muito bem e foi me ensinando quase tudo que sabia, sempre com muita paciência e empenho. Com ela, aprendi toda a base da culinária. Sempre fui curiosa, assim como minha neta é agora. Adora ficar junto e aprender e eu adoro ensinar.
Então, sempre fiquei por perto e fui aprendendo, fazendo meus cadernos de culinária, trocando receitas com minha prima, testando receitas novas, adaptando.  Minha tias Edith e Traudy, também cozinhavam muito bem, e com elas também aprendi muito. Sempre tive muito prazer em preparar receitas.
Lembro que quando minhas amigas iam estudar ou fazer trabalhos em casa eu gostava de preparar o que seria servido no lanche da tarde.
Nas datas tradicionais então, eu estava sempre ajudando no preparo.

Minha Tante Nanny é a segunda
da esquerda para direita
Quando meus filhos ainda eram pequenos, para gerar uma renda extra, comecei a fazer encomendas de bolos e tortas, e tive ajuda e orientação de uma tia muito querida também, a Tante Nanny, que me passou o que aprendeu com o sogro vindo da Alemanha e o que ela praticava já ha muitos anos fazendo encomendas e o mais importante, ensinando como comercializar um produto, como embalar, entregar.

Com o tempo, fui aumentando minha clientela e o tipo de serviço. Desenvolvendo produtos e comercializando.
Uma amiga muito querida , a Guiomar, um dia me disse que eu deveria tentar divulgar meu trabalho na mídia, na época, rádio e tv, não existia internet. Lembro que a primeira divulgação que fiz, foi num programa de rádio, a Jovem Pan AM, de uma apresentadora chamada Ana Maria Penteado, que eu admirava pelo conteúdo. Ela tinha dois programas, um diurno com muito conteúdo informativo e um à noite que se chamava À Noite tudo se sabe. Bom, entrei em contato com a rádio e com ela, levei uma amostra e ela falou de um dos meus produtos no programa dela.... foi muito legal, comecei a receber pedidos de ouvintes do programa.
A partir dai procurei algumas emissoras, com a ajuda de minha amiga Guiomar, que já tinha alguns contatos (pois na época, o filho Rubens Medina também estava começando sua carreira musical, hoje um músico conceituado que faz parte do Municipal).
Com isso, participei de alguns programas que passavam à tarde, preparava alguma receita e falava do meu trabalho. Teve até uma vez que dei uma entrevista para um programa direcionado para jovens, na escadaria do prédio da TV Gazeta na avenida Paulista. Foi hilário, coloquei meus produtos na escadaria, a repórter me entrevistou e degustou ali mesmo. Se não me engano o nome do programa era TV Mix. Não me lembro mais do nome da repórter, mas era uma fofa e super simpática.
Fiz algumas amizades por lá, e uma dessas pessoas, que trabalhava no departamento de arte, levou um dos meus bolos e falou de mim por lá.
Um belo dia, estou em casa, e recebo a ligação de um Sr. que se apresentou como Geraldo Rodrigues, produtor de um programa de Culinária na TV Gazeta.
Eu não sabia quem era, porque não tinha assistido ao programa nunca, eu trabalhava muito e não assistia TV à tarde. Ele me disse que tinha sido produtor da Ofélia (essa sim eu conhecia porque minha avó assistia com frequência), e era produtor  de um programa chamado Forno Fogão e Cia que entrava no ar antes do programa Mulheres naquela emissora.
Eu achei tudo muito estranho, ele queria ter uma reunião comigo porque havia conhecido meu produto e ele estava fazendo entrevistas com pessoas ligadas a culinária, porque uma de suas apresentadoras, a Lua Estefan, estava se retirando do programa.
Como ele marcou a reunião num horário comercial, no prédio da Fundação, eu fui e lembro que ainda pensei, bom, se for trote dou uma volta pela Paulista.
E lá fui eu. O Geraldo era de verdade, era produtor sim, o programa já existia de fato. Tinha começado como um quadro dentro do programa Mulheres e ganhou espaço mais tarde tendo seu próprio espaço. Tinha um apresentador para cada dia da semana. E ele queria que eu apresentasse um quadro, sem compromisso (ele falando com aquela voz de locutor), claro. Isso foi no meio de uma semana e a gravação foi marcada para a outra semana, tive menos de uma semana para me preparar.
No dia marcado, lá fui eu... de mala e cuia.... mais exatamente, de sacolas, louças e tudo o que era preciso para fazer uma receita no ar e apresentar ela prontinha ..... o ano era 1988, o programa era gravado num mini estúdio, montado na garagem da emissora, com o auxílio de um caminhão de externa. Fiz uma receita de Patê de Beringela e fui tão rápida que ele disse, mas ainda tem mais tempo de programa, ensine mais alguma coisa. De estalo pensei no meu Pão de Centeio que era super gostoso e combinava com o patê... terminei o programa, lembro que entreguei para ele as notas de despesas das coisas que tinha comprado e ele com a voz de locutor grave disse, bom, não é assim que funciona, não reembolsamos nada, essas despesas são por conta do apresentador, e por isso, deixo que divulguem seu trabalho, por um minuto, no programa.
Nos despedimos com ele dizendo que um dia poderia me ligar para eu fazer o programa novamente. Eu havia dito no programa que aceitava encomendas, falei do bolo que eu comercializava e dei meu telefone no ar.... eu  não fazia idéia....... fui embora, achando engraçado como aconteceu, e nem pensei que poderia voltar lá.
A partir daquele dia, meu telefone virou uma looooouuuuccccuuuurrrraaaaaaaa...... tocava o dia inteiro, pessoas me perguntando quando eu voltaria a me apresentar, que tinham gostado muito da maneira como me apresentei, etc e etc.... eu disse a verdade, que não sabia que o Geraldo estava entrevistando outras pessoas.
Muita gente também perguntava dos meus cursos particulares. Só que na época eu nunca tinha dado um curso.... e claro que comecei a pensar a respeito.
Na semana seguinte, recebo um telefonema do Geraldo novamente, dizendo que o telefone da produção da emissora não parou e o da casa dele também não, querendo que eu me apresentasse novamente. Pediu para que eu fosse gravar na sexta feira. E eu fui... preparei outra receita, um Assado de Carne Moída conhecido como Falchen Hase (falso coelho), e fui..... com sacolas e mais sacolas..... como eu disse, até uma colher que precisasse ser usada precisávamos levar de casa.
Cheguei no estúdio, a Lucy Estefan estava lá, super simpática.  Comecei a gravar e no último quadro, a Lucy entra, com um ramalhete lindo de flores, me entrega e me apresenta no ar como a nova apresentadora das sextas feiras..... assim, sem consulta prévia....
Lembro que terminou a gravação e fui conversar com o Geraldo. E ele me disse, ora , é o que tanta gente quer, você não quer? Eu disse, claro que quero, mas preciso saber como funciona.  E ele disse, assim, como você fez hoje.... e assim foi. Virei a apresentadora das sextas feiras do programa Forno Fogão e Cia em 1988.... o programa ficou no ar até 1996 e eu fiz parte dele até o final.
As histórias dessa época toda vou contando aos poucos por aqui....
A partir dai comecei a dar aulas de culinária.
Meu primeiro curso, foi dentro da minha cozinha, com 3 alunas....
Aos poucos esse número foi crescendo, os locais dos cursos eram vários, minha irmã Marlene me ajudou muito nessa época.
Nesse meio tempo abri uma confeitaria em Campos do Jordão e era um tal de ir e vir e dar aulas... uma loucura deliciosa, muito trabalho e muita dedicação.....
A Culinária sempre foi uma paixão, continua sendo. Deixou de ser minha profissão principal, mas continuo tendo muito prazer em preparar uma comida. Ensinar. É tão bom.
Tenho muitas histórias. Esse resumo (que nem é tão resumido) é só para situar quem está chegando agora.
Vou continuar postando as receitas do Forno Fogão e Cia na ordem em que foram ao ar.... contando as histórias que envolviam a gravação quando eu lembrar.
Mais as minhas receitas, as receitas da família, as novas ... e tudo que eu achar gostoso e relevante.
Vou colocar os links das receitas aqui para você......

sábado, 8 de julho de 2017

HISTÓRIAS DE FORNO FOGÃO E CIA - Recortes de Jornais 2 - Aniversários

Continuando a remexer em lembranças, mais um pouco da minha história com o programa.
Como já contei, fiquei no programa de 1988 a 1996.
Primeiro as sextas feiras, depois fiz as quintas feiras, cheguei a fazer quartas feiras também.
Depois teve um período que fiz junto com o Romeu Junior, porque o Produtor queria mostrar como era cozinhar a quatro mãos.


Essa matéria foi feita para o aniversário de 8 anos do programa. Já estávamos no studio e com uma cozinha que era montada e desmontada a cada gravação. Gravávamos todas num dia da semana. Mas todas respeitávamos o espaço da outra.

Quando saiu a matéria no jornal, eu me achei horrível na foto e recortei minha pessoa..... afffff... ainda bem que guardei a foto.
Olha as roupinhas e cabelitchos anos 80....
Nessa foto, da esquerda para a direita estamos - Cleide Chiara, Cynthia Maggi, Marlene Bispo, Euzinha Miriam Keller e Luci Ribeiro.

Vou procurar para ver se tenho foto colorida dessa matéria.

Mas olha que legal o título da matéria...
Líder de audiência, Forno, Fogão e Cia faz oito anos.



Acho que já contei, mas sempre é legal lembrar. O Programa Forno, Fogão e Cia, começou como um quadro de culinária dentro do programa Mulheres com a Ione Borges e a Claudete Troiano.
Foi ganhando forma e acabou virando um programa da emissora.
O programa já existia ha dois anos quando entrei para o time.
Antes, o nosso produtor era produtor do programa da Ofélia na TV Bandeirantes.

No início, tínhamos que levar tudo de casa, até colheres, louças, tudo.... tudo o que usaríamos, porque a emissora não tinha nada..... nadica de nada para o programa de culinária.
Chegávamos na emissora com sacolas, carrinhos de mão, levando os ingredientes e normalmente um prato já pronto, porque dependendo da receita não daria tempo de ficar pronta, porque como eu disse no outro post, no início era ao vivo e depois gravávamos como se fosse ao vivo.
Aos poucos, conforme o programa foi crescendo, começamos a ganhar louça e equipamentos, bem como uma salinha para guardar nossas coisas e poder preparar melhor para a gravação.
Mas os ingredientes, até o final do programa levávamos de casa.

Acho que uma das coisas que fazia o programa ser o sucesso que foi, era que todas nós éramos apaixonadas por culinária, assim como o Romeu depois... adorávamos o que fazíamos, tínhamos prazer em ensinar, em passar receitas, truques.... acho que isso fez a diferença na época, porque nossa audiência realmente era alta.

Essa foto abaixo foi em comemoração aos 10 anos do Programa Forno, Fogão e Cia.
A matéria que saiu na Gazeta de Moema é datada de 05 a 11 de dezembro de 1992.
Na foto da esquerda para a direita - Romeu Júnior, Eu, Miriam Keller, Graça Machado, Geraldo Rodrigues, Cleide Chiara e Cynthia Maggi.
Nossa cozinha já havia sido remodelada ou melhor, o cenário já havia mudado, tínhamos mais equipamentos.
















 Já essas fotos saíram na revista Contigo de 08 de dezembro e 1992.
Lembro que a Festa de comemoração foi no Terraço Itália, em São Paulo e estavam presentes outros convidados do programa e pessoas queridas como a Ofélia, Sr. Benjamim Abrãao esse rapaz ao lado da Ofélia, Bruno, mas não lembro o sobrenome dele.


Segue o texto que está na matéria. 


ENCONTRAM NA TELINHA
O programa Forno, Fogão e Cia comemorou seus 10 anos em um almoço com as estrela da cozinha.
Eles estão há dez anos na cozinha com a mão na massa. Assim funciona a equipe do programa Forno, Fogão e Cia, no ar diariamente pela TV Gazeta paulista, às 13,30 – que comemorou seu aniversário semana passada com big almoço no Terraço Itália, no centro de Sçao Paulo.
Sob o comando do veteraníssimo produtor Geraldo Rodrigues, a festa contou com a presença dos grandes gourmets da telinha, entre eles a apresentadora Ofélia.

O Forno, fogão e Cia se destaca dos programas do gênero da teve, graças a seus apresentadores que se revezam durante a semana. As segundas, a cozinha de Cleide Chiara. Na terça, Cynthia Maggi comanda a cozinha moderna. Miriam Keller e Romeu Jr tomam conta das quartas. As quintas é a vez de Dicas da Boa Mesa com Marlene Bispo. E, na sexta, tem Gostoso Final de Semana, com Graça Machado.
De dar água na boca.

Abaixo algumas fotos nossas 
Romeu Jr e Eu Miriam Keller.
 Romeu Jr e Eu entrevistando nosso querido Benjamim Abrãao, que sempre comparecia ao nosso programa como convidado ensinando suas receitas de pães.
Para quem se lembra dele, ele era super divertido. Sempre de bom humor. Sempre brincalhão.
Ao fundo o Bruno.

Marlene Bispo e Graça Machado e euzinha Miriam Keller ao fundo. 



segunda-feira, 5 de junho de 2017

ABOBRINHA - PROPRIEDADE DOS ALIMENTOS

Tem gente que torce o nariz, tem gente que ama, mas o fato, que essa fruta, que é verdura, ou verdura que é fruta, tem mais propriedades nutricionais do que você pode imaginar. 










A abobrinha (Curcubita pepo), é originária das Américas, pode ser encontrada nas cores amarelo, verde claro, verde escuro.
É considerada um vegetal, mas botanicamente está classificada como fruta, pertencente a família da melancia, melão , moranga e pepino.

A Abobrinha tem mais propriedades nutricionais do que você pode imaginar, ela é uma fonte rica em vitaminas do complexo B , vitamina A, além de conter minerais como postássio, fósforo, cálcio, sódio e magnésio.
Ainda é uma boa fonte de vitamina C e manganês.

Ela é um dos vegetais menos calóricos. Tem apenas 37 calorias para cada 100 g cozida.
Não contém gorduras saturadas nem colesterol.
Sua casca é uma fonte de fibras.
Ajuda no combate aos radicais livres.

Ela pode ser consumida crua, cozida, em sucos e é super versátil.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

REPROGRAMAÇÃO ALIMENTAR

Acho que é esse o nome que a gente deveria dar para uma nova dieta.
Porque dieta é um nome chato, apesar de correto, mas para gordinhas de plantão como eu ...  ou melhor dizendo, para pessoas com hábitos antigos e uma capacidade enorme de produzir gostosuras, a palavra dieta, se tivesse uma imagem, seria a de um bicho papão com certeza.


Brincadeiras à parte, quero primeiro esclarecer o significado da palavra DIETA
É um conjunto de alimentos e bebidas ingerido por uma pessoa.
A palavra Dieta tem origem na palavra "diaeta" que vem do latim que por sua vez é originária do Grego "díaita"que significa "modo de vida".

Ou seja, a sua dieta simplesmente mostra o que e  como  é seu modo de vida….
A maioria das pessoas acaba relacionando a palavra Dieta a uma restrição alimentar, mas na verdade, voltando ao tema desse post, o termo correto seria mesmo REPROGRAMAÇÃO ALIMENTAR.
Que normalmente vem junto com uma REPROGRAMAÇÃO MENTAL.

Nós herdamos uma cultura culinária. Cada  país, cada região, cada família tem seus hábitos e suas heranças culinárias. Eu tenho as minhas e me orgulho muito disso.
Mas fato é que com um sobre peso e mais o fator idade "avançada" não dá para ignorar que mudando um pouco o estilo de vida e a maneira de nos alimentarmos, muita coisa pode mudar para melhor. O que não quer dizer que vou abandonar as minhas receitas queridas.

Estou passando por esta fase de transformação… a primeira coisa a fazer é ter que querer.
Porque se você não quiser, não adianta nada, é a mesma coisa que dizer para um fumante que deve largar o cigarro. Se ele não quiser mesmo, nunca vai parar de fumar.
Eu venho me programando. A coisa começa meio devagar… a vontade de comer "gordices" é mais forte do que a de não comer.
Mas fui me programando. Fazendo pequenas alterações.
Como?
Comece prestando mais atenção as coisas que compra, como a qualidade do azeite que vai usar, mude o sal normal e refinado para sal marinho ou sal do Himalaia, deixe as frituras para muito de vez em quando… mude o açúcar normal refinado para açúcar orgânico, mude o arroz para integral…. e assim, aos poucos, você percebe que certas mudanças  não fazem tanta diferença.
Claro, é preciso as vezes mudar a dosagem dos ingredientes, mas nada que a gente não consiga aprender rapidinho.

Mas eu precisava de mais… comecei a deixar as coisas doces para muito de vez em quando.
Introduzi o suco verde ou melhor, de vegetais e frutas na minha alimentação, tomo 1 vez ao dia e estou me sentindo bem melhor, sinto menos vontade das "gostosuras"  e estou conseguindo me "controlar"…
Vou colocar aqui depois como aprendi a fazer o suco e outras dicas legais.
Mas quis escrever hoje porque estava mesmo sentindo falta do nosso bate papo e para explicar o porque da minha demora em colocar mais receitas legais aqui.

Se vou virar uma chata que só vai colocar coisas de dieta? Não… acho que o bom senso deve prevalecer sempre.
Eu vou continuar postando as receitas mais gostosas que conheço mas também vou compartilhar essa nova fase.

Agora paro por aqui porque vou fazer meu super suco…. beijos.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

PRODUTOS ORGÂNICOS

Ontem tive o prazer de conhecer pessoas incríveis, simpáticas e receptivas e conhecer como funciona uma horta orgânica, e ainda por cima, ganhei muita coisa gostosa que tive o prazer de colher.

Eu fiz uma horta pequena aqui em casa, e tenho "pelejado" com algumas praguinhas que querem dividir comigo minhas hortaliças.
Eu não quero usar agrotóxicos mas sei que existem métodos que nos auxiliam espantar essas criaturinhas indesejáveis. Ontem pude constatar algumas coisas para por em prática na minha humilde horta.

Uma coisa que vi por lá é que o mato, desde que controlado, é muito bem vindo junto às culturas.
Isso eu já sabia, se você arranca todo o mato, a terra fica mais seca e formigas e outros insetos que se alimentam do mato, vão se alimentar das suas hortaliças. Claro que você não vai fazer uma cultura de mato, mas vai administrar para que não sufoque sua horta.

Para combater os pulgões que insistem em tomar posse dos meus pezinhos de couve e brócolis, já sabia que o óleo de Neem (Azadirachta indica), que é uma planta multi funcional.

Descobri também que algumas plantas, também podem ser ótimas aliadas no combate a pragas no seu jardim.

Hortelã
HORTELÃ, pode ajudar a espantar formigas. Me disseram que o bom é plantar em volta da horta e entremeando alguns canteiros.
Manjericão



MANJERICÃO , ajuda a afastar mosquitos. além de tudo, é um tempero maravilhoso.




Alecrim
ALECRIM também ajuda a afastar insetos.





Citronela
CITRONELA, outro aliado contra mosquitos e outros nada desejáveis.









Neste link abaixo você encontram uma cartilha do EMBRAPA ensinando o manejo de uma pequena horta.
http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/online/CAR05.pdf

Também aprendi outros truques, que vou testar e se derem certo passo a receita para vocês. 
Extratos de alho, laranja. Existem prontos para venda, mas quero aprender a fazer. 

Bom, e hoje claro que fiz um delicioso MACARRÃO COM BRÓCOLIS colhido ontem. Vou colocar a receita aqui no Blog ok.

Quero mais uma vez agradecer a deliciosa companhia e a receptividade do irmão de nossa amiga o Max, o número 7 (são em onze irmãos e ela brinca de numerá-los) e sua família tão atenciosa.

É uma delícia ver gente que respeita a natureza e os animais. 
Estes pavões e outros tantos bichos, vivem soltos por lá. 
Até mesmo o papagaio.









quinta-feira, 28 de maio de 2015

MAIS HISTÓRIAS DO PROGRAMA FORNO FOGÃO E CIA

Hoje postei uma receita de ROSAS DE GELÉIA, que na verdade eu deveria ter intitulado de "FLORES DE GELÉIA", é que muitas vezes eu fiz esta receita sem tantos recortes e ficou mesmo parecendo uma rosa... enfim, a receita é super legal.


Ao final da receita eu explico que foi a 49a. receita que foi ao ar, mas ficou aquela sensação de não expliquei direito.
Não foi o 49o. programa, e sim a 49a. receita. Isto porque recebíamos muitos visitantes.

Nossos visitantes eram normalmente donos de restaurantes ou como Sr. Benjamim Abrão dono de padaria, ou outros culinaristas. Eram sempre pessoas que tinham alguma receita legal e gostosa para apresentar. E claro, os donos de estabelecimentos comerciais aproveitavam para passar a receita e falar de seu estabelecimento. Divulgar sem ter que necessariamente pagar sempre é um ótimo recurso, coisa que quase não acontece mais hoje em dia, mas que naquela época era viável, afinal, estas pessoas completavam nosso quadro de culinaristas com paixão pela culinária.

Nosso produtor dividia os visitantes, entre os 5 cinco dias da semana. (nosso programa era diário, ia ao ar de 2a. a 6a. Durante um período fomos 5 apresentadores e depois de um tempo ficamos em 6, quando o Romeu Jr. entrou para o programa e ele e eu tínhamos um quadro juntos.

Voltando a história da 49a. receita: eu arquivava as receitas pela ordem em que iam ao ar, porque era comum as tele espectadoras ligarem ou escreverem (ainda não existia a internet, nem facebook ) internet) tirando dúvidas, então eu gostava de manter tudo em ordem. Claro que este também é meu lado secretária. Bom, mas eu quase nunca marcava quem eram os convidados e o que tinham feito, então não tenho o número exato de programas feitos, só o de receitas.
Não tínhamos esta preocupação na época.
Então, quando eu coloco o número de ordem que da receita, não quer dizer que este foi o número de programas que foram ao ar... simples assim.
Uma pena que não marquei todos os convidados que tivemos.
Mas de muitos ainda lembro bastante coisa e das receitas que fizeram, claro que vou acabar contando o que lembro por aqui.
Por hoje beijos, quero trabalhar na próxima receita.

terça-feira, 19 de maio de 2015

HISTÓRIA DO MEU CREME DE MARACUJÁ

Hoje publiquei uma receita do CREME DE MARACUJÁ, que apresentei no programa Forno Fogão e cia lá pelos anos de 1990.
É uma receita deliciosa, leve  e diferente da tradicional feita com leite condensado, que eu também adoro. Aliás gosto de tudo feito com maracujá, até mesmo abrir a fruta, colocar um tiquinho de açúcar e comer..... delícia.
Sempre que reedito uma receita que foi ao ar no programa, volto no tempo e lembro da época em que ela foi ao ar, de alguns acontecimentos. Do corre corre no estúdio, da gravação e quase sempre do que me motivou escolher determinada receita para apresentar.
Pois bem, com esta não foi diferente, mas tem um "diferencial" que ficou bem marcado... eu estava apaixonadíssima na época.
Uma amiga muito querida que já faleceu, tinha  um amigo queridíssimo dela, que ela considerava como um irmão e que ha muito vinha querendo nos apresentar. Pois bem, um belo dia ela promoveu este encontro e claro que não deu outra, foi instantâneo, nos apaixonamos.
Eu morava em Campos do Jordão, ele em São José dos Campos e eu ia toda semana para São Paulo gravar o programa e dar as aulas de culinária e meus outros cursos. A vida era uma deliciosa loucura.
Como eu estava muito apaixonada e ele gostava de tudo o que eu fazia, resolvi apresentar um prato que fosse uma marca para aquele namoro tão gostoso.
Eu fiz a associação com o maracujá e sua flor, considerada a Flor da Paixão, embora o nome esteja mais ligado a Paixão de Cristo porque lembra a Coroa de Cristo, mas disso quase ninguém mais lembra e sim, associa o nome da flor ao amor, a paixão.
O namoro um dia acabou, ficou o carinho, as lembranças boas e a receita que divido com vocês.
E a amiga querida que nos apresentou também já não está mais entre nós, mas esta sempre em nossos corações.