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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PROPRIEDADE DOS ALIMENTOS - QUEIJO

Antes de falar das propriedades do Queijo, quero falar um pouco sobre o Pão de Queijo que é uma receita típica brasileira, principalmente dos estados de Minas Gerais e Goiás.
A sua origem é um tanto incerta, e dizem que ela existe desde o século XVIII em Goiás e Minas Gerais, mas foi a partir da década de 1950 que se tornou popular por todo o Brasil.




Diferente dos outros pães, o pão de queijo não utiliza fermento biológico ou químico, é feito basicamente de polvilho doce ou azedo ou ambos, acrescido de ovos, sal, gordura e queijo, tendo sua massa uma consistência bem elástica. Na verdade, ingredientes que existiam nas fazendas.
O polvilho que é um dos principais ingredientes das receitas de pão de queijo, é feito a base de mandioca.
Hoje em dia são muitas as empresas que fabricam o pão de queijo e o vendem congelado.

Valores nutricionais do Pão de queijo:
160 calorias em 1 porção de Queijo Meia Cura.
Repartição das Calorias: 69% gord, 4% carbs, 27% prot.

Curiosidades:
Na Colômbia, um produto muito similar ao pão de queijo, exceto pelo formato mais tradicional (achatado), é o pan de bono ou pandebono. Assim como o pão de queijo, o pandebono possui textura esponjosa, de baixa densidade, e que endurece em pouco tempo, características que se atribuem ao polvilho azedo, conhecido no país como almidón de yuca fermentado e que é obtido em um processo idêntico ao empregado no Brasil.
O Paraguai e as províncias Argentinas de Misiones e Corrientes também possuem uma variação do pão de queijo, chamada de chipá, nome que também é utilizado no estado de Mato Grosso do Sul. A diferença da chipá para o pão de queijo é seu formato em "U". No Equador, também existe o "pan de yuca", que é exatamente igual ao pão-de-queijo brasileiro, na textura, formato e sabor. No Equador, tornou-se hábito comer o "pan de yuca" acompanhado por um iogurte de frutas.

Vamos falar dos QUEIJOS.

O queijo é um dos alimentos mais ricos e completos que se conhece.
A origem da palavra queijo parece se encontrar no latim popular caseus.
A fonte mais antiga é provavelmente da raiz proto-indo-europeia *kwat-, que significa "fermentar, tornar ácido".
Em português, a moderna palavra queijo surgiu por intermédio do espanhol queso, do ano 980, documentado em português sob a forma queso em 1188.

Os derivados são requesón e requeijão surgem no século XVI.
No século XIX, por via culta, usou-se do elemento regular, de composição casei-, nos neologismos caseína, caseiforme, caseoso, etc.. A palavra malaia/indonésia keju (emprestada da portuguesa 'queijo'), a romena caş e a italiana cacio são também de origem latina.
Na língua inglesa, a moderna palavra cheese vem de chese (em inglês médio) e cīese ou cēse (em inglês antigo). Palavras similares são compartilhadas por outras línguas germânicas ocidentais — frísio ocidental tsiis, neerlandês kaas, alemão Käse, alto alemão antigo chāsi — todas elas provavelmente vindas da raiz germano-ocidental *kasjus, que por sua vez é anteriormente derivada do latim.

A raiz celta que forma a palavra Irlandesa cáis e a galesa caws são também relacionadas.

Quando os romanos iniciaram a produção de queijos duros para o suprimento de seus legionários, uma nova palavra começou a ser usada: formaticum, do latim caseus formatus, ou "queijo moldado". É a partir dessa palavra que derivou a palavra francesa fromage, antes formage, a italiana formaggio, catalã formatge, bretã fourmaj e provençal furmo.

O queijo é um alimento antigo. Não há qualquer evidência conclusiva indicando onde a produção de queijo teve origem, se foi na Europa, Ásia Central ou Oriente Médio, mas essa prática já havia se propagado na Europa antes mesmo dos romanos e de acordo com Plínio, o Velho, tinha se tornado um sofisticado empreendimento quando do início da formação do Império Romano.

Propor uma data para a origem do queijo pode variar desde aproximadamente 8.000 a.C. (quando as ovelhas foram pela primeira vez domesticadas), até por volta de 3.000 a.C.. O primeiro queijo pode ter sido feito por pessoas no Oriente Médio ou pelos povos túrquicos nômades da Ásia Central. Uma vez que peles de animais e órgãos internos inflados têm, desde os tempos antigos, servidos como recipientes para armazenar uma grande variedade de produtos alimentícios, é provável que o processo de produção do queijo tenha sido descoberto acidentalmente ao estocar o leite em um recipiente feito do estômago de um animal, resultando na transformação do leite em coalhada e soro pela quimosina do estômago. Há uma lenda muito divulgada sobre a descoberta do queijo por um comerciante árabe que costumava usar esse método de estocar leite. A lenda tem muitas variações individuais.

A produção de queijos pode também ter-se iniciado, independentemente disto, pela prensagem e adicionamento de sal ao leite coalhado a fim de preservá-lo. A observação de que o efeito de armazenar o leite em um recipiente feito de estômago de animal produzia coalhadas mais sólidas e de melhor textura, pode ter levado à adição deliberada de coalho no leite.

A mais antiga evidência arqueológica da produção de queijo foi encontrada nas pinturas de uma tumba egípcia, datando de cerca de 2.000 a.C..5 É provável que os primeiros queijos tenham sido bastante ácidos e salgados, similares em textura ao rústico queijo cottage ou feta, um farelento, e saboroso queijo grego.

O queijo produzido na Europa, onde o clima é mais frio que do Oriente Médio, requer uma menor quantidade de sal para a sua preservação. Nas condições de menor quantidade de sal e acidez, o queijo torna-se um ambiente propício para uma grande variedade de micróbios benéficos e mofos, que são o que dão aos queijos mais velhos seus sabores característicos.

O queijo é um bom fornecedor de proteínas, vitamina A, vitaminas do complexo B (principalmente tiamina e riboflavina), cálcio e fósforo. Particularmente para algumas pessoas, dado o elevado teor de gorduras em algumas variedades, é importante controlar o seu consumo. Além disso, os queijos são também substanciais fornecedores de sódio, pelo que o seu consumo deve ser moderado, sobretudo por pessoas hipertensas. Este é um alimento importante principalmente durante a infância e adolescência dado o seu elevado teor de cálcio e de fósforo, sendo também de sublinhar o interesse do seu consumo durante a gravidez. Segundo alguns investigadores este alimento pode proteger da cárie dentária, porque optimiza o pH da superfície dos doentes, sendo, inclusivamente, o seu consumo recomendado, por alguns dentistas, no final das refeições.

O principio da transformação do leite em queijo é a coagulação que ocorre no leite pela ação do ácido láctico sobre a caseína, desdobrando-a e coagulando o líquido.
Foi a coagulação acidental, sem utilização proposital de nenhum ingrediente, que despertou o homem para esse alimento rico que é o queijo.
A Bíblia e Homero fazem referências ao consumo de queijo. Nos grandiosos banquetes de Gregos e Romanos os queijos eram já grandemente apreciados, sobretudo pelas classes mais privilegiadas.
O leite coagulado, separado do soro e salgado constitui o queijo primitivo.

Foi o 1º produto lácteo concentrado de longa duração na época. E até hoje o queijo é o derivado do leite mais fácil de preparar e mais generalizado em todo o mundo.

A arte de fazer queijos não foi abandonada por causa da indústria queijeira. Cada queijeiro imprime a sua personalidade aos queijos fabricados e cada vez mais as pessoas redescobrem o prazer de saber preparar queijos caseiros.
Na França há o maior consumo per capita desse produto, os queijos de eleboração caseira são os mais procurados e os mais caros, justamente pela idéia de arte que os envolve.
Os queijos tem várias classificações, são agrupadas pelo tipo de leite usado.
A primeira fábrica para a produção industrial de queijo começou a funcionar na Suíça em 1815, mas foi nos Estados Unidos da América onde a produção em larga escala teve pela primeira vez real sucesso. O crédito normalmente vai para Jesse Williams, um produtor de lacticínios de Roma, Nova Iorque, que em 1851 começou a produzir queijo em forma de linha de produção usando o leite de fazendas vizinhas. Em poucas décadas existiam centenas dessas associações de produtos lácteos.

Na década de 1860 iniciou-se a produção em massa do coalho e na virada do século cientistas estavam produzindo culturas micro bióticas puras. Até então, a bactéria da produção do queijo provinha do meio ambiente ou da reutilização de parte de uma quantidade anterior de soro; as culturas puras significaram um meio mais padronizado de produção do queijo.

O queijo industrializado ultrapassou a produção artesanal de queijo no período da Segunda Guerra Mundial e desde então, as fábricas têm sido as maiores fontes da maioria dos queijos na América e Europa. Atualmente, os estado-unidenses compram mais queijo processado que "real", industrializados ou não.

Curiosidades:

Recentemente o Instituto Max Planck de Biologia Molecular e Genética, da Alemanha, analisou algumas peças descobertas no complexo de Tumbas de Xiaohe (na china) e constatou serem blocos de queijo, sendo assim, considerados os queijos mais antigos da humanidade descobertos até o momento e datadas de 1.650 anos A.c.6

A antiga mitologia grega creditou a Aristeu a descoberta do queijo. A Odisseia de Homero (século VIII a.C.) descreve o Ciclope fazendo e armazenando queijo do leite de ovelha e cabra. A tradução de Samuel Butler:

“              Nós logo alcançamos sua caverna, mas ele estava fora cuidando das ovelhas, então entramos e fizemos um levantamento de tudo que pudéssemos ver. Sua prateleira estava lotada com queijos, e ele tinha mais cordeiros e cabritos que seus currais podiam conter…
Quando ele terminou, sentou-se e ordenhou suas ovelhas e cabras, tudo em seu devido tempo e, em seguida, levou cada uma delas para junto de suas crias. Ele coalhou metade do leite e colocou-o de lado em peneiras de vime.

”
Nos tempos romanos, o queijo era um alimento diário e sua produção uma arte muito desenvolvida, não muito diferente do que é feito hoje em dia. A obra escrita De Re Rustica (sobre as coisas do campo) de Columella (cerca do ano 65) descreve um processo de produção de queijo utilizando a coagulação do leite pelo coalho, separação do soro, salga e maturação. A Naturalis Historia (77) de Plínio dedica um capítulo (XI, 97) para descrever a diversidade de queijos consumidos pelos romanos do início do império. Ele afirmou que os melhores queijos vinham das aldeias perto de Nîmes, mas não tinham longa durabilidade e precisavam ser consumidos frescos. Os queijos dos Alpes e Apeninos eram notáveis por suas variedades, assim como ocorre hoje em dia. O queijo lígure era apreciado por ser feito apenas de leite de ovelhas e alguns queijos produzidos nas vizinhanças eram muito pesados. O queijo de leite de cabra era um gosto recente em Roma, aperfeiçoados com o "sabor medicinal" dos queijos similares da Gália através da defumação. Dos queijos de regiões fora do Império, Plínio dava preferência àqueles da Bitínia na Ásia Menor.

Roma difundiu uma padronização de técnicas na produção de queijos por quase toda a Europa, e introduziu sua produção em áreas onde não havia uma história anterior relacionada a ele. Quando houve o declínio de Roma e o comércio de longa distância diminuiu, o queijo na Europa ganhou uma maior diversificação, com vários locais desenvolvendo suas próprias técnicas de produção e de produtos. A Câmara Britânica de Queijos alega que a Grã-Bretanha possui aproximadamente 700 locais distintos de produção de queijos;  A França e a Itália têm talvez 400 cada. (Um provérbio francês diz que há um tipo diferente de queijo francês para cada um dos dias do ano, e Charles de Gaulle uma vez perguntou: "como você pode governar um país no qual existem 246 tipos de queijo?" ).
 Ainda assim, o avanço da arte da produção do queijo na Europa foi lenta durante os séculos que se seguiram à queda do Império Romano do Ocidente. Muitos dos queijos mais conhecidos hoje em dia foram pela primeira vez registrados no final da Idade Média ou depois dela. Queijos como cheddar por volta de 1500, Parmesão em 1597, Gouda em 1697, e Camembert em 1791.


Até a sua propagação moderna juntamente com a cultura europeia, o queijo era quase desconhecido das culturas orientais, inexistente nas Américas pré-colombianas e de uso apenas limitado na África submediterrânea, sendo generalizado e popular apenas na Europa e nas áreas fortemente influenciadas por suas culturas. Mas, com a disseminação, inicialmente através do imperialismo europeu, e mais tarde da cultura e alimentação euro-americanas, o queijo tem aos poucos tornado-se conhecido e cada vez mais popular em todo o mundo, embora ainda raramente sendo considerado parte das cozinhas étnicas locais fora da Europa, do Oriente Médio e das Américas.

Boa parte do conteúde desta pesquisa foi extraído do Wikipédia.

QUEIJO BRANCO

O queijo branco é rico em proteínas, vitaminas A, D e Be minerais como o fósforo e o cálcio, fortalecendo os ossos.

Dentre os brancos, a ricota e o cottage são os mais leves.
Os queijos amarelados tem maior quantidade de gordura que os queijos brancos, por isto são os mais indicados para uma alimentação saudável e dietas.


É um alimento que ainda protege contra doenças cardíacas e diabetes.

Segundo uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de são Paulo (USP), o consumo rotineiro desses queijos está ligado à queda nos casos de hipertensão e diabetes, pois além de fornecerem cálcio, eles são quase isentos de gordura. Uma combinação que estabiliza a pressão arterial, regula a absorção da glicose e ajuda a equilibrar o peso.

Como a maioria das vitaminas e minerais é absorvida pelo trato intestinal o consumo desses queijos preserva o bom funcionamento do órgão.

Existe uma diferença entre os queijos brancos tipo minas frescal e queijo mina padrão:
O queijo minas frescal é o mais branco e de consistência mais macia e produz soro.
O queijo minas padrão, também conhecido como minas curado ou pasteurizado também é um queijo mais claro, mas é seco e firme.


Abaixo uma tabela de comparações entre o queijo minas frescal, Ricota e queijo cottage onde temos:

30 g de alimento
Gorduras Totais
Gorduras Saturadas
Proteínas
Carb.
Cálcio
Fósforo
Sódio
Minas Frescal
6,06g
3,42g
5,22g
0,96g
173,7mg
36,9mg
150,3mg
Ricota
4g
2,8g
3,6g
1,4g
75,9mg
48,6mg
84mg
Cottage
1g
0,63g
4g
1g
18,0mg
39,6mg
120mg










Calorias totais para 30 g de alimento

Queijo minas frescal
79,2 calorias
Ricota
56 calorias
Cottage
29 calorias

Os queijos amarelos são mais ricos em gorduras, principalmente as saturadas. Por isto que no caso dos queijos amarelos recomenda-se o consumo em menor quantidade. A ricota e o queijo Cottage são os mais indicados por terem menos teor de gordura.

Numa alimentação balanceada as gorduras devem constituir de 20 a 53% das calorias totais ingeridas.
Para quem está em dieta de emagrecimento, diminuir calorias é fundamental.

Outra coisa interessante é sobre a quantidade de gorduras saturadas,um tipo de gordura encontrado principalmente em produtos de origem animal e que, em temperatura ambiente, apresenta-se em estado sólido, que é uma das principais vilãs quando o assunto é perder peso e aumentar doenças cardiovasculares. 

O ideal é que, se a pessoa ingere 55g de gorduras totais em um dia, as saturadas não podem ultrapassar 5,5g. Difícil saber né? O negócio é usar o bom senso e se for para perder peso ir logo para o Cottage.


Uma curiosidade, atualmente sabe-se que o queijo branco tem até mais calorias que alguns queijos amarelos como provolone, prato e parmesão, masssss, importante ser dito que ele tem menos gorduras que estes outros. Portanto, continua sendo um queijo muito indicado tanto para dietas como para uma alimentação balanceada. 
Até o queijo branco se consumido em excesso pode ser prejudicial à saúde. 



Receitas neste Blog que levam QUEIJO:

PÃO DE QUEIJO


Quem é que não gosta de um pão de queijo quentinho..... hummmmm, que delícia.







Hoje em dia até encontramos em supermercados algumas marcas de pão de queijo industrializados, congelados que podem até “quebrar um galho”, mas não ficam como aqueles que preparamos com tanto carinho.
Esta receita foi ao ar no Programa Forno Fogão e Cia em 1989, e é super fácil...
Nesta receita optei por “saborisar” a massa com Fondor.  Não me lembro o porque que resolvi usar o Fondor, mas posso afirmar que é um tempero que uso até hoje em algumas massas e para temperar frango ou peixe.

Ingredientes:
4 xic. (chá) de polvilho doce
1 colh. (sopa) de Fondor
2 xic. (chá) de leite fervendo
½ xic. (chá) de óleo
2 ovos
4 xic. (chá) de queijo meia cura ralado

Modo de fazer:
Coloque o polvilho numa tigela.
Aqueça o leite, o óleo e o Fondor e jogue sobre  o polvilho.
Acrescente os  ovos comece amassando e por último o queijo.
Sove bem.




Faça bolinhas e coloque em forma untada, não há necessidade de enfarinhar a forma.
Asse em forno médio até que dourem.






Dicas:

Fondor - se você preferir pode tirar o Fondor e acrescentando um pouco de sal. 









Queijos -O queijo meia cura é o que deixa o pão de queijo como aqueles que tanto apreciamos, mas você poderá substituir esta qualidade de queijo por outro de sua preferência ou disponibilidade,  mas lembre-se que qualquer alteração vai mudar o resultado final. Com certeza todos ficarão ótimos. 
As substituições mais comuns são feitas com mussarela, parmesão ou algum queijo branco.


Veja mais informações interessantes sobre o queijo meia cura na página PROPRIEDADE DOS ALIMENTOS - QUEIJOS.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PROPRIEDADE DOS ALIMENTOS - MORANGO



Ainda não conheci uma pessoa que não gostasse de morangos ou que não se sentisse atraída pela linda cor vermelha. Também pudera, uma fruta tão saborosa, nutritiva e saudável e que ainda por cima traz diversos benefícios para a saúde.

Um trabalho realizado no Instituto de Pesquisa em Alimentos da Noruega classifica o morango como um dos alimentos mais ricos em substâncias antioxidantes que são muito importantes para combater os radicais livres.

É também um grande aliado da beleza feminina, pois ajuda a manter a pele linda e luminosa, é considerada a fruta que mais contém substâncias que combatem o envelhecimento das células.

Rico em minerais, o morango contribui com boa quantidade de fósforo, magnésio e potássio. Esse trio de nutrientes é fundamental para o sistema nervoso e ainda ajuda a manter por muito tempo a saúde muscular. A boa concentração de vitamina C presente na fruta (58 mg em cada 100g),o que é praticamente o valor diário necessário para uma pessoa,  é capaz de proteger o sistema imunológico e afastar  resfriados.
Além disso, a fruta tem a importante função de reciclar a vitamina E no organismo e contribuir para a produção de colágeno.

O morango apresenta-se como um excelente ingrediente para compor pratos de dietas. Isso porque contém pectina e fibras solúveis que, ao serem ingeridas com freqüência, ajudam na redução do colesterol e evitam a prisão de ventre. Além disso, a fruta possui poucas calorias – em torno de 36 cal por 100 gramas.

Outros componentes encontrados no morango são os bioflavonoides, como as antocianinas e o ácido elágico, que é uma substância que dá cor e protege os vegetais, e quando presente no organismo, esse ácido evita danos celulares, diminui a ameaça do aparecimento de tumores, principalmente no aparelho digestivo. Vale lembrar que o acido elágico não é destruído pelo cozimento, portanto tortas e geleias dessa fruta também são nutritivas e contém esse composto bioativo.

O morango é rico em fibras do tipo solúvel que ajudam a manter os níveis de glicose estáveis, sem grandes picos, dessa forma o organismo não requer tanto do pâncreas, o que mantém longe o perigo do diabetes.

Outro beneficio do morango é ser uma rica fonte de acido fólico, vitamina B9 ou folato, que exerce papel essencial para a síntese, integridade e função do ácido desoxirribonucléico (DNA). Vários pesquisadores a partir dessa descoberta, desenvolveram estudos sobre seu potencial efeito na produção e manutenção de novas células, funções particularmente relevantes durante a gestação e desenvolvimento da criança.

Durante a gestação, pode ocorrer deficiência dessa vitamina, pois há uma alta requisição de ácido fólico para sustentar a divisão celular para o desenvolvimento do feto.

As sementes do morango contem fibras insolúveis, que auxiliam no combate a prisão de ventre, porem podem ser prejudiciais para pessoas com distúrbios intestinais como a diverticulose, que são pequenas bolsas que se inflamam ao longo da parede intestinal.

Por conterem grande quantidade de vitamina C, evitam:
  • A fragilidade dos ossos;
  • Má formação dos dentes;
  • Aumenta a resistência aos tecidos;
  • Age contra infecções;
  • Ajuda a cicatrizar ferimentos;
  • Evita hemorragias.


Por possuírem também, em menor quantidade, vitamina B5 (Niacina) e ferro, evitam:
  • Problemas de pele, do aparelho digestivo, do sistema nervoso e reumatismo.
  •  O ferro por sua vez é importante porque faz parte da formação do sangue.


Natural ou em sucos, o morango é recomendado como auxiliar no tratamento de gota e reumatismo. É ainda eficiente contra infecções do fígado, garganta e vias urinárias.

A noticia ruim é que o morango contém um alérgeno comum e um salicilato natural (composto semelhante à aspirina) ao qual muitas pessoas são alérgicas e assim não podem saborear a fruta. Contém ainda acido oxálico, que em excesso reduz a absorção de ferro e cálcio pelo organismo, podendo também ocasionar pedras nos rins e na bexiga em pessoas suscetíveis.

Saber comprar e armazenar:
Prefira os de bom aspecto, consistência firme, tamanho médio, vermelhos vivos e com talos verdes.
Os morangos não amadurecem depois de colhidos, portanto evite os que apresentam partes verdes ou incolores. Os morangos de tamanho médio são, normalmente, mais saborosos do que aqueles de tamanho muito grande. Se comprar morangos pré-embalados, verifique se não estão muito compactados, amassados,uma vez que isso facilita a deterioração dos mesmos.
Para estocar, deixe a fruta inteira conservada em geladeira. Quando fatiados eles perdem gradativamente a vitamina C.
Lave apenas a quantia a ser consumida, pois assim evita mofos e possíveis surtos de diarreia infecciosa.

Curiosidades:
  • O morando já foi uma fruta rara em nosso país e ainda por cima era cara.

Hoje temos grandes plantações, muitas concentradas em Minas Gerais.
Normalmente, no mês de junho já encontramos morangos lindos e sua produção segue até setembro.
  • Antes de ser cultivado, o morango crescia apenas de forma selvagem nos bosques. As variedades atuais são híbridas de culturas antepassadas, têm um maior tamanho e um sabor irresistível.

Ao comer uma xícara de morangos, além das poucas calorias já descritas acima, você  vai estar consumindo 13% de fibra dietética que é o aconselhável para se ingerir diariamente.
  • Quer ter mais resistência durante exercícios físicos? E ainda por cima queimar mais calorias durante o exercício, nada melhor do que comer alguns morangos antes, pois graças ao seu conteúdo de níveis de nitrato aumentam o fluxo de sangue e oxigênio para os músculos.

Um copo diário de morangos contém 136% de vitamina C, ideal para o fortalecimento do sistema imunológico e prevenir doenças oculares.

Morango - 1 xícara de 250 ml contém:
Calorias 48 kcal.
Proteínas 1 g.
Gorduras 0,6 g.
Carboidratos 11 g.
Fibras 3,6 g.
Vitamina A 42 UI.
Vitamina B2 0,1 mg.
Vitamina B6 92 mcg.
Ácido fólico 28 mcg.
Vitamina C 90 mg.
Ferro 0,6 mg.
Cálcio 22 mg.
Potássio 262 mg.
Sódio 2 mg.



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

PANQUECA DE MAÇÃ COM CALDA DE MORANGO


Uma sobremesa muito fácil, e muito gostosa.












Recheio
4 maçãs
1 limão
4 colh. (sopa) de açúcar
1 colh. (sobremesa) rasa de amido de milho

Massa
1 pote de iogurte natural (170g)
2 colh. (sopa) rasas, de açúcar
1 ovo
Raspas de 1 limão
4 colh. (sopa) farinha de trigo
1 fio e óleo (1 colh de chá)

Calda
1 caixa de morangos
2 colh. (sopa) de açúcar

Modo de fazer


Recheio
Antes de cortar o limão, rale a casca e reserve para a massa.










Descasque e pique as maçãs em cubos
Coloque numa panela com ½ xic. de água e o suco do limão.
Leve ao fogo. Assim que levantar fervura, abaixe o fogo e deixe que cozinhe por uns 10 minutos.





Dissolva a colher de amido de milho em um pouco de água.


Quando a água da maçã estiver abaixo no nível das maçãs, junte o amido de milho diluído e misture até que fique bem translúcido. Desligue e reserve.



Massa:

 Enquanto suas maçãs estão cozinhando,  coloque o copo do liquidificador ou do mixer, as raspas de limão, o iogurte, o ovo, o açúcar, o fio de óleo e a farinha de trigo. Bata e deixe descansar um pouco.




Frite as panquecas em frigideira untada apenas com algumas gotinhas de óleo. Vire com cuidado.







Calda de Morango
Lave e limpe os morangos.

Pique-os e coloque-os no liquidificador ou copo do mixer.
Junte o açúcar e bata. NÃO COLOQUE ÁGUA.




Montagem:
Coloque uma porção da maçã no centro da panqueca, feche-a e vire para que fique a parte lisa para cima.
Espalhe um pouco da calda sobre ela e..... delicie-se.











DICAS:

  • Com a frigideira pequena minha receita rendeu 8 panquecas, mas isto pode mudar. Se você fizer a massa mais grossa ou se fizer maiores.
  • Você pode variar o recheio usando peras ao invés de maçãs.
  • Para variar sirva esta mesma panqueca com calda de baunilha ou de chocolate.
  • Não jogue fora as cascas das maçãs, use-as para fazer um delicioso chá de maçã. Cubra as cascas com água, junte um pouco de canela em pau e cravo da índia, cozinhe até que a casca fique sem a cor vermelha. Coe e sirva. 


Saiba mais sobre a maçã e o morango nas páginas: 






terça-feira, 29 de julho de 2014

PROPRIEDADE DOS ALIMENTOS - BAUNILHA


A maioria das pessoas conhece a baunilha como essência de alimentos usada como aromatizante culinário no preparo de bolos, tortas, cremes, sorvetes e muitas outras gostosuras.  
Seu óleo essencial também é muito utilizado pelas indústrias farmacêuticas no uso de medicamentos. E, além disso, oferece diversos benefícios para a saúde.
O que pouca gente sabe que ela é uma especiaria obtida de orquídeas do gênero Vanilla, nativas do México, a Vanilla planifólia.
É uma planta da família das Orchidaceas. Trepadeira, que pode chegar a 2 metros de altura, habitando as matas de alguns estados do Brasil. O caule é cilíndrico, munido de raízes, que se prendem no tronco das árvores que a suportam. As flores são grandes e os frutos de coloração castanho-escuro, e de aroma muito agradável.
As partes utilizadas são as favas.
Nos mitos astecas a baunilha veio de uma metamorfose divina do sangue de dois príncipes amantes cuja união tornou-se impossível. Estes dados mostram o valor social, cultural e econômico que o povo pré-colombiano dava para a baunilha.

A baunilha já era muito utilizada na América quando Cristóvão Colombo chegou por aqui. Seu aroma e sabor conquistaram os Europeus. Ela foi levada para a Europa juntamente com o chocolate, por um conquistador chamado Hernán Cortes por volta de 1520.

Foram muitas as tentativas de cultivo desta planta fora do seu local de origem e todas fracassaram. Até que em 1841, um escravo com 12 anos de idade, a serviço de franceses, descobriu que a planta podia ser polinizada à mão, e assim finalmente começou seu cultivo.
Até hoje é um dos produtos agrícolas mais caros do mundo, perdendo apenas para o açafrão.
Em tempos remotos, era usada apenas pela realeza.

Apesar de ser mais conhecida como aromatizante, a baunilha não é apenas isso. Dela pode ser feito um chá, que oferece muitos benefícios importantes ao nosso organismo.

As propriedades mais conhecidas da baunilha são: afrodisíaca, antiespasmódica, antisséptica, aromatizante, digestiva, estimulante e tônico geral entre tantas outras.

O Óleo Essencial de baunilha é extraído por meio de solventes de uma substância resinosa obtida do feijão fermentado da baunilha. Os seus principais componentes são o ácido acético, o ácido capróico, Eugenol, Furfural, ácido isobutírico e hidroxibenzaldeído de vanilina.  
A maioria dos sabores com indicação de baunilha não são verdadeiros derivados de baunilha. Eles são sintetizados a partir de hidrocarbonetos.


Propriedades da baunilha:

Propriedades anticancerígenas: A vanilina é um polifenol existente na baunilha, com grande capacidade antioxidante e que já demonstrou inibir o crescimento de células cancerígenas. Os estudos consideram-na uma possibilidade futura para combater e prevenir carcinomas, prevenindo a mutação das células que originam o câncer e freando o crescimento das mesmas.

Propriedades antioxidantes: A vanilina é uma substância antioxidante e atua na prevenção do envelhecimento celular e das temidas doenças que afetam o funcionamento cerebral.
O stress oxidativo é responsável por muitas doenças crônicas e como tal, todos os elementos que possam ajudar a neutralizar os radicais livres são benéficos para a nossa saúde. A baunilha e o óleo de baunilha são antioxidantes.
Estudos mostram que a baunilha ajuda a prevenir o aparecimento do mal de Alzheimer. As células do nosso órgão superior conseguem, com o consumo da baunilha, aproveitar suas propriedades antioxidantes, as quais protegem as células impedindo o desenvolvimento da doença.

Propriedades antidepressivas: O composto metil vanilina (3 - metoxi - 4 – hidroxibenzaldeído) é responsável pela sensação de prazer e boa disposição após a ingestão de algo com baunilha.

Propriedades relaxantes: O aroma da baunilha parece ter efeitos relaxantes e calmantes a nível cerebral. Para ajudar a dormir, uma bebida pouco açucarada e quente, aromatizada com um pouco de baunilha, é ótima opção.

Propriedades afrodisíacas: O aroma e sabor da baunilha levam à secreção de hormônios como a testosterona e estrogênios e são responsáveis pela sensação de excitação.

O efeito colateral que se tem conhecimento é que o óleo essencial puro pode ser neurotóxico e acabar produzindo dermatite de contato.


Plantio

Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas).

Cultivo: de clima tropical, a baunilha tolera climas quentes e frios, mas prefere o clima ameno. Planta-se em solos secos, arejados e ricos em matéria orgânica. Pode ser plantada o ano todo, mas prefere o início da primavera. É trepadeira e precisa ser plantada em parreiras.
Colheita: colhem-se os frutos quando estiverem prestes a amadurecer.

Habitat: Ocorre também no Brasil. O maior Estado produtor é a Bahia.

Quem fez aulas comigo sabe o quanto eu sempre fui fã de utilizar a baunilha "in natura". 
O único inconveniente é seu preço, infelizmente inviável muitas vezes. 

Eu preparo meu açúcar de baunilha, peneirando o açúcar em uma peneira fina. coloco num vidro e ali adiciono uma ou duas favas. Deixo puxar. 
Uma observação importante: use sempre recipientes de vidro mesmo, os de plástico não são bons para essa finalidade. 
Deixe sempre em local com pouca claridade e em local ventilado. 
Antigamente era fácil encontrar o açúcar de baunilha em pacotinhos, era da Oetker. 

Para o preparo do chá, basta colocar a água para ferver, abrir a fava e deixar levantar fervura. Desligue e deixe descansar um pouco. 

Outra boa dica é aromatizar rum com a fava da baunilha. Coloque o rum carta dourada em um vidro e dentro dele uma ou duas favas de baunilha, pronto, é só deixar "puxar" e utilizar quando quiser. Até mesmo para aromatizar um chá.
 Veja neste Blog a receita de Flan de baunilha super Fácil.